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23 janeiro 2008

Para minha vó

Posted on 1/23/2008 10:15:00 AM by Théo, desarmado por um sorriso..

Minha querida venha aqui que tenho algo a te contar, mas venha logo, pois não gosto de esperar por nada. Eu sei que o tempo andou mexendo contigo, mudou a cor dos teus cabelos, a textura da tua pele, mudou teu nome e te fez mais triste. É que o tempo, meu amor, gosta de brincar com a gente em dias de dor. Vamos nos deitar um pouco e esperar que ele passe, ou que passe a dor, já que não se pode ultrapassá-lo, nem uma dor pular. Cabelos grisalhos, outrora negros, (lindos) pele enrugada, um dia tão macia, (gostoso toque) e um nome que se pronunciava de fora pra dentro (Vó). Hoje a senhora não pensa em dizer mais nada, ainda que de dentro pra fora. Reconheço a beleza de ter gerado minha mãe em tua barriga e a barriga desta que inventou a mim. Vou correr, eu e minha barriga com um céu e duas ruas inteiras para gastar teu tempo conversando comigo, digo... conversado com a gente, porque na falta de ouvidos tu conversas consigo mesma. Coisa de quem gerou uma mãe que inventou um filho, e assim foi com uma barriga e foi mesmo da barriga que a mãe fez este que ama e um dia pulava no colo desta, sem vontade de sentir o tempo que nunca sente dor, nem tem barriga. Minha querida venha aqui que tenho algo a te contar, mas venha logo, pois não gosto de esperar por nada, então não pare você de viver ainda, é que o tempo não vai nunca parar, o tempo não para, nem pare, parir é para quem tem amor e barriga, mas este, o tempo, nem ama nem emprenha...

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