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15 maio 2011

Dualidade




Uma parte de mim acredita a outra faz “tis!”, parte de mim estremece a outra torce o nariz. Parte de mim abandona, a outra sonha ser aclamada, Parte de mim me engana, a outra anseia ser amada. Parte de mim me enrola, a outra me abomina, parte de mim se joga e a outra me ensina, partes de mim partindo para destinos tão distantes, num aceno de mãos sem fim, em ciclos eternos constantes.

Parte de mim grita e a outra se cala, parte de mim exagera, a outra desmaia, num vulto envolto partes de mim se chocam e se anulam, num suspiro morno partes diferentes de mim que se aturam.

Então me parto em pedaços escusos, em partes perdidas, em cacos noturnos. Parte de mim se parte, e a outra parte, não tem mais como ser partida. Parte de mim me invade e a outra parte se vê derrotada e vencida. Parte de mim é inexata e a outra é medida.

Parte de mim é inverno e a outra verão, parte de mim é partilha e a outra solidão, parte de mim é inferno e a outra comunhão. Parte de mim a arte de partir-se no chão.