Ocorreu um erro neste gadget

Advertência!

O conteúdo deste blog pode, literalmente, projetar você para algum lugar no tempo-espaço...

Translate

23 novembro 2004

28...

Vinte e oito vezes as chances renovaram-se para mim, não sei até quando mais irão, finjo não me preocupar com o fato de consumirem-se sem o devido aproveitamento.
Vinte e oito vezes eu contei incerto e inseguro a passagem do tempo,que não perdoa nem volta atrás. Para mim é mais que estranho,é deprimente o fato de que somos extremamente impotentes contra algumas verdades tidas como incontestáveis,tais como: Eu também vou ficar velho,eu não sou a pessoa mais interessante do mundo,a ma temática é chata,a trilha sonora do surf é o reggae e não o Men At Work,Beach Boys ou coisa do tipo,a trilha sonora da minha vida é renovável,eu também vou morrer,mesmo que não queira,quando se ama alguém é bem provável que essa pessoa não te ame.
Vinte e oito vezes o verão aqueceu os meus dias,trazendo consigo a esperança de dias melhores,como deve ser.
Vinte e oito vezes o inverno precipitou seu pranto sobre nossas casas,dando vida às nossas plantas,embaçando nosso olhar no nosso quarto,pelo vidro da janela,ajudando a materializar a saudade de álguém que já não se tem.
Eu espero tão somente poder entender isso tudo.É que talvez um dia algum amigo me pergunte o que foi o melhor da minha vida,eu deverei responder.A opinião acerca das coisas muda segundo o entendimento.
Devo entender tudo isso,ou seria notória minha desnecessidade de vida se por acaso morresse eu agora,pois teria jogado fora essa minha vida,e sobretudo,errado vinte e oito vezes...

08 novembro 2004

Se não fosse


Posted by Hello

*Haveria em mim maior explicação se não fosse a tórrida constatação de minha ingênua ignorância.
Haveria em mim maior motivação se não existisse tamanha obstrução de sonhos
Estaria eu, risonho e parafraseando anacronismos soltos se a passagem do tempo não fosse tão irrevogável e impiedosa.
Com certeza sofreria de amor verdadeiro se ao menos a clarabóia dos sentimentos estivesse aberta ao meu entendimento.
Sofreria um choque anafilático se no futuro, alguém pudesse me mostrar o presente e narrar os fatos da minha míope percepção da vida, ao mesmo tempo em que estaria me argüindo respostas em comparação ao meu passado.
Sentiria-me bem se perdesse a mania de acordar tarde e de causar fastio às normas de conduta da sociedade, porém, sabendo que não partiria de mim esse obséquio, entenderia como algo sobrenatural e de bom presságio essa possível mudança.
Poderia escrever um milhão de palavras se elas não fossem tão pessoais e notoriamente expressões de meus defeitos e necessidades íntimas.
Rebateria no ato, qualquer agressão sofrida se tivesse permissão divina para assim proceder.
Entraria em estado de coma se descobrisse quantos neurônios e dias de outono perderia, me envolvendo com drogas e futilidades imbecis de pseudomaduros jovens obsoletos, de grandes cidades e de grandes cabeças desprovidas de ausência do nada, de cultura e de atitude.
Sentiria-me burro se não soubesse a diferença entre as palavras: persistir e insistir. Seria realmente burro se ao menos não procurasse seus significados no dicionário.
Sentiria-me feliz se soubesse empregar com perfeição a vírgula, em todos os seus casos.
Poderia explicar o significado de um dejavu se ele se repetisse com mais freqüência.
Seria muito direto se conseguisse resumir tudo em poucas palavras.