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28 fevereiro 2009

Lição nº 1




Por onde andei eu para escrever tantas angústias misturadas com mensagens de esperança? A vida que se vive não é igual à vida do ser ao seu lado, com que autoridade anciã arremesso essas palavras aos olhos e ouvidos mais atentos? Autoridade de quem vive a vida num intenso turbilhão de acontecimentos dos quais, a maioria, são feitos de penar, tristes ais e dor. Por assim ser, existe uma incontrolável necessidade de recolher uma lição para seguir em frente, sem ela, a mente não suportaria a carga do mundo que criamos a nosso modo (grosso modo). A esperança é imortal, é tão humana quanto divina, está presente em todos nós, Deus tem esperança de sermos seres melhores, esperamos muito da vida, dos outros, de nós mesmos, esperamos ter esperança. Esperar e ter esperança geralmente não depende de nós, depende em grande parte dos outros, esperar é assistir atento, se todos lutassem por uma só causa, um objetivo comum a esperança seria somente um detalhe, uma conseqüência natural, seria somente esperar o resultado certo. Lutamos por motivos diferentes, criamos materialidades e abstrações que nos segregam, nos separam...

10 fevereiro 2009

Galope




É um galope de ilusão o que vivo ou é a vida que me carrega? Seguir um caminho, ir para algum lugar... Rédeas mentais me envolvem a cintura, a boca e o pescoço, tento me sacudir, me impedir, ficar imóvel ou mudar de direção. Ledo engano, sou sempre convidado bruscamente e com veemência a me reagrupar a sege e continuar correndo, correndo...
Com tapa-olhos laterais meu regozijo depende do que passa pelo caminho, rápido, súbito, de repente num piscar de olhos, meu prazer ocular não vai além do meu querer, vai do que esteja indo, vai do que esteja voltando, depende inexorávelmente do que se coloca à frente no momento.
Não sei para onde olhar, tenho que ser rápido, vez ou outra me confundo (há muitas sombras e reflexos) e perco o passo. Quando olho para os outros “caros colegas” atados a carruagem, os vejo tão impávidos, tão irresolutos, os vejo seguindo determinados, ansiosos, fixando o olhar para frente na linha do horizonte, sagazes, vigorosos.
Parece que lá na frente haverá um oásis de plácidas águas frescas, relva em fartura plena, verdejantes campos sem fim, sombra e som de cachoeira dos céus. Mas como podem saber disso se não sabemos para onde vamos? Como podem ter certeza? O rajar de chicotes ao meu pé do ouvido, gritos imperativos e açoites do homem que nos dirige não nos diz muita coisa, como eles sabem?
Só sei que sabem, queria acreditar mas é difícil, os deuses dos cavalos sabem o quanto eu queria acreditar e ter certeza para onde vou, mas em mim paira uma dúvida, um descontentamento ao acaso, um desânimo daltônico, uma tristeza à granel.
Minha vida é ruminar problemas, ruminar sonhos, ruminar desejos, ruminar o irruminável, tenho um primo Unicórnio, um amigo Pegasus, um tio Shadowfax, um cunhado Rocinante... Enquanto me vejo sob o julgo dos grilhões, enquanto houver amarras gastas me contentarei em acompanhar à galope (Allegro com brio) os demais, com um capim cigano na boca mostrando todos os dentes possíveis de cavalo dado e arredio.