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18 maio 2009

Aniversáiros contra o tempo II


Os gigantes adormeceram outra vez em meus olhos, não por merecimento, mas por mera piedade, um tanto trégua, um pouco abrigo, e eis que quando percebi, já se assemelhavam às coisas inertes, desfalecidas, era um sono pesado, sereno, ademais, tranqüilo, e as coisas que antes pareciam grandiosas demais ao meu cético entendimento, agora eram tão lógicas e intensas quanto perceber o escuro ao apagar das luzes de um cômodo qualquer. Mas, não me engano tanto mais, esses gigantes apenas fingem um sono profundo, pois nesse mundo, são minhas investidas na vida quem entendem o bastante de inércia, sinceros objetivos atenuados por um Morpheus qualquer. Isso me lembra viver, vencer os dias em desalinho ao tempo requer coragem, já que as datas nos marcam não apenas o corpo, mas também o espírito, por isso que digo: onde está o valor de se viver os anos senão no regozijar-se naquilo que é o grandioso e absoluto presente-mór do Deus dos céus, que não é outro se não a vida? A vida aos vinte e nove é ainda jovem e robusta, um conforto, diante de tantos percalços oportunistas, e já não há mais tanto medo assim em gigantes adormecidos no canto de nossos olhos, nós apenas os vencemos, e quando outros vêm (outros sempre virão) os derrubamos de novo, a dor ensina isso, ser forte não requer prazer. Apenas vença, pois sei que assim como eu, você ainda é tão jovem, meu amigo. Ainda somos tão jovens. Feliz aniversário Pedro.