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15 abril 2007

Aniversários contra o tempo










Lembro-me do dia em que me vi jogando aquaplay


e havia um ferro de passar na mesa do café da manhã


recebi uma mensagem subliminar no celular verde made in taiwan


uma manga à minha frente amadurecera mais rápido do que eu


o termolar já não conserva o calor que o coração perdeu


easy-off pra limpar o fogão junto com a fogueira das minhas vaidades particulares, tudo em off...metade de um tomate, um batedor de bifes batendo estacas e estalagmites, karo amido de milho, caro vejo pelo preço


um açucareiro com formigas fujonas


todos os produtos do ninho da nestlé com 1001 maneiras de se preparar e nenhum vem totalmente pronto


um alvejante pra se conseguir alma lavada e um passe-bem! pra me sentir mais altruista quando encontrar um transeunte de última geração, ao dividir a mesma calçada...


- feliz aniversário atrasado brother! passo depois pra bhramearmos... -

13 abril 2007

Anjos e Mendigos




Hoje um mendigo me chamou de “meu anjo”
E eu nem lhe fiz milagres em sua vida
Apenas atenção por ele encarecida
Apenas um gesto pronto de um estranho
Agora anjo, um Serafim na avenida

Despejei metal pra curar sua ferida
Cedendo tempo, preciosa medida
Lancei um olhar com paciência vencida
Como essência de anjo há anos esquecida

Hoje um mendigo me chamou de “meu anjo”
E eu nem sequer perguntei o seu nome
Se ainda existia míngua ou saldo
Em seu chapéu que mirava o céu
Já que todos nós mendigamos algo

Hoje um mendigo me chamou de “meu anjo”
Talvez tenha notado minhas asas corrompidas
Agora o anjo era ele
Eu era o mendigo em vida
Desprovido de tudo
Por não lhe oferecer uma saída

Hoje um mendigo me chamou de “meu santo”
Visto que todos os dias são
Nem todos sentem o mesmo
Diante do milagre a esmo
Gritando aos surdos na multidão

O mendigo seguiu em sua prece
O Anjo ficou eu sua celestial esquina
Esmola de mendigo que o anjo agradece
Trapos de anjo que o mendigo ilumina

Anjos sem sexo
Mendigos sem asas
Sob uma benção divina

05 abril 2007

Sim e Não


Posted by Hello

Não guardo todos os pensamentos alheios comigo
Só os que me tocam por coincidência de pensamentos
Não guardo todos os males causados por terceiros
Só os que profundamente me doeram na alma
Não guardo todos os sorrisos direcionados a mim
Só aqueles que foram verdadeiramente lindos no tempo
Não toco em todos que a vontade me agita
Só naqueles em que a vontade vence o medo da incompreensão
Não danço, não fumo, não interpreto malmente nada
Não toco instrumento, não sei esculpir em carrara, nem cantar
Não sou brilhante ou extraordinário, não sou filósofo, nem mentor
Não provoquei reações em cadeia, não motivei nenhuma revolução alheia
Não sou extremamente belo, bravio, nem behavior
Não sou impávido, imponente nem imprevisível
Há várias formas de se falar algo, mas a forma mais contraditória possível
É a explanação específica e enigmática de usar a negação
Há muitos “não” em minha vida, poucos “sim” singelos e simples, simbólicos...
Há o hábito da negação nefasta e negra, niilismo do “não”
Há o peso de três tristes letras transcritas na tradução da beleza do que me agrada
Para o oposto que me persegue, do “sim” para o “não”
Há a afirmação alfórrica e atroz do “sim”, aliteração que anseio em meu âmago
Ah! seria melhor despertar o “sim” incluso no “não”, cancelar completamente essa cognição, adeus ao “não”, corvo celeste e cipreste, foges de mim.
Faria mais fábulas fantasiosamente felizes se a fixação do “sim” forjasse em mim, sem fricção fria ou febril, o fim do “não”
Fábricas do “sim” funcionariam furiosas em meu coração.
Farpas e ferrugens fatídicas do “não” flutuariam num fluido finado e falido
Enquanto eu me descreveria de outra forma mais formidável...
Contudo, diante de uma possibilidade completamente igual à outra segundo a ciência,
Por que vence a probabilidade paranóica e pragmática que me pragueja o “não”?
Onde andará a razão radiante e redentora do “sim”?
Que método matemático massivo é este então?
Três letras e um trilhão de possibilidades
Um só som sinteticamente simples
Trazem salvação ou sabotagem
Não tenho paciência com todas as coisas
Só com aquelas que me deixam calmo
Não procuro a felicidade infinita
Só aquela infinita para um “sim”.