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26 março 2009

À queima roupa

Posted on 3/26/2009 10:15:00 AM by Théo, desarmado por um sorriso..


Prestando bem atenção, eu não sei o que você diz. Sua voz sempre cai pelo chão antes mesmo de chegar aos meus ouvidos. Não os tapo, eles ensurdecem de outra maneira, nem mesmo sei dizer se seria sua voz muito pesada ou se as asas de tuas palavras são feitas de cera, sei tão somente que quando tu abres a boca, nunca ouço nada. Seria o chão entre nós sempre transmutado em buracos negros? Às vezes acho que onde pisamos, magnetizamos, e lembro agora que todos os teus sons e fonemas me soam como aço. Não quero nunca mais precisar lembrar nada que me dizes, por isso agradeço por sofrerem de oxidação tuas palavras. Agradeço ao chão entre a gente por saber quando ser ímã e por cada ferrugem que corrói teus verbos, consoantes e vogais, no mais, tente atirar teus projéteis léxicos para qualquer outro, a mim, nunca mais. Tal como disparos de armas de fogo, algumas palavras podem ser letais.

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