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13 março 2005

Sobre o Amor

Posted on 3/13/2005 11:16:00 PM by Pedro Neiva


Superfície de Marte (Mars Orbiter Camera)

*Havia um tempo em que eu não enxergava sentido nas estrelas, não entendia o motivo pelo qual milhões de pessoas as observam lá no céu, não entendia por que quase todo filme traz um caso de amor e romance, quase toda música fala de amor, todo grande artista consagrado fala de amor,Jesus pregou o amor, toda religião prega o amor,o mundo respira e move-se através dele,as folhas caem pela vontade e amor de Deus,sempre repetimos "pelo amor de Deus!" é o princípio de tudo... talvez eu não entendesse o amor, não o sentisse em meu coração, em minha corrente sanguínea, dentro de meus neurônios, pulsando em íons, ele não estimulava sua presença indecifrável, havia mais vazio e abismo em mim do que a ponte do amor que ignora a gravidade e profundidade daquilo que não é positivo nem luz. Depois notamos que não precisamos mais de pontes, criamos asas e o amor nos faz criaturas aladas, o feio torna-se bonito, o complicado torna-se simples, o difuso muda para o claro e óbvio,o impossível torna-se rotineiro, cotidiano...tudo transfigura-se, toma uma forma para melhor. Onde eu estava todo esse tempo? por onde eu andava, que nunca fora apresentado a este ser abstrato anteriormente? sem sua presença, sem as suas modificações, sem o apelo singelo de tamanhas sentimentalidades que sinto hoje. Quando ouvimos a voz de quem amamos, quando sentimos que ela se aproxima, nossos sentidos transbordam e a falta que o amado(a) causaria em nós (dada uma separação) seria o fim do nosso mundo em particular. Astros e universo,nada é maior que o nosso amor, nada é mais belo e humano... hoje consigo ouvir uma música romântica sem torcer o nariz, entendi finalmente que não é a música em si, e sim, quem ela nos faz lembrar, casos e mais casos, paixões, amores e provas de amor. Quem de nós nunca amou... certamente amará, isto é "líquido e certo". Um dia o amor bateu a minha porta e eu a abri, tomou conta da casa, fez moradia, pintou aquelas paredes cinzas com uma cor anil e élfica, mandou mensagens de testemunho pelos ventos e me falou com voz terna: " Assim seja, como do primeiro ser ao último que virá, eis o que te faz igual aos admiráveis anjos, eis o amor, passageiro ou pra toda a vida, que seja pra toda a vida..." inépto a princípio, admirável em sua plenitude, assim reaprendemos que este dom está em nossa natureza. Infinito é o amor, sopro de todas as luzes ao coração.

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