
18 maio 2009
Aniversáiros contra o tempo II

15 abril 2009
Rimas de Um Coração Fungado em Tristeza

A tristeza funga em meu cangote
Com um hálito doce porém frio e forte
Um Zeppelin cheio de suspiros incabíveis em mim
Faz flutuar meu amor em alturas terríveis
E depois o deixa cair ao chão em dores horríveis
Coração mais que cadente
Mais que pedante, mais que pedinte
Pândego coração pandeiro
Ébrio coração falante
Sóbrio coração ouvinte
Máquina manca e empenada
Encostada na quarta-feira de cinzas
No canto da escada
Em meio a ruínas
Para o lado esquerdo do corpo
Para os dois lados do riso
Coração estagiário anti-corpo
Coração que cava um abismo
Coração vermelho semaforizado
Por malabarismos vãos
Em busca de centavos trocados
Dando adeus sem dar as mãos
Coração micareta mascarado
Coração que chuta virando a cara pro lado
Sonha em ter feito gol
Coração impedido que o vento o levou
Coração a migué
Sem eira nem beira
Coração deitado em chão de esteira
Freguês do mesmo cabaré
Coração agora estéril
AM e FM estéreo
Atrás das grades no corredor da morte
Coração amador e pungente
Que toda dor agüente
Que toda dor suporte
Ah! e essa tristeza que funga em meu cangote
Ah! e essa tristeza que me cria um mote
Rima simplória para dor aguda
Que o coração me acuda
Que o coração seja forte.
14 abril 2009
Aos trinta e três
08 abril 2009
O desterro e os óculos

Crise

Lugar comum (Para aquela que me chamou de clichê)

Amor extra

Daquilo que ofusca

Quando teus pés tocaram meu mundo todos te notaram, havia um bando de estrelas, destas sem sorte alguma, que te seguiam por onde quer que fosses, diziam tentar reaprender brilho, e confesso que em ti havia muito. Teus olhos pariam luz para todos os lados e cegavam os meus diante de quaisquer outros, nos cabelos, um raiar de sol incomodava escuro, eram a ausência de cores mais terrivelmente brilhante que já me escorreu por entre os dedos. Teus lábios me confundiam os sentimentos, que, um a um pulavam de dentro da minha para a tua boca... a tua boca, brilho doce em molhados aromas de frutas destilando prazer em sabor de beijos. Teus brincos, pulseiras e colares, ofuscados eram sempre de constrangimento ante tua presença, “próximos demais dela estamos”, diziam, e saindo do tom em opacas tristezas, se diluíam em mareados de lágrimas. Na tua pele, a jovialidade pálida de outrora cedia sempre lugar ao rubor experiente da minha carícia em arrepio de gemidos, eram as reações de química mais cintilantes que já me ocorreram às vistas, e eu, cegado por tua luz que fui, ainda assim tive a chance de continuar percebendo as muitas estrelas que te acompanhavam aonde quer que fossem teus pés, de início eram poucas, hoje, constelações inteiras se reúnem em torno de ti, para depois de muito suspirarem, metade precipitar-se ao solo, apagando-se quase que para sempre tal estrelas sem fé, e metade, uma a uma reaprender brilho, este que nunca te faltara. Quando teus pés tocaram meu mundo todos te notaram, havia um bando de estrelas, destas sem sorte alguma que te seguiam por onde quer que fosse, diziam estas tentar reaprender brilho.

