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23 março 2009

Até quando?




08/09/05

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga.
Aí sim, a vida de verdade começaria.
Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade.
A felicidade é o caminho!
Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
Aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
Portanto, pare de esperar
Até que você termine a faculdade;Até que você volte para a faculdade;
Até que você perca 5 quilos;
Até que você ganhe 5 quilos;
Até que você tenha tido filhos;
Até que seus filhos tenham saído de casa;
Até que você se case;
Até que você se divorcie;
Até sexta à noite;
Até segunda de manhã;
Até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
Até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
Até o próximo verão, outono, inverno;
Até que você esteja aposentado;
Até que a sua música toque;
Até que você tenha terminado seu drink;
Até que você esteja sóbrio de novo;
Até que você morra;
e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...
lembre-se:
Felicidade é uma viagem, não um destino.

www.fotolog.net/peqna_vida

25 novembro 2008

Melhor que um tango argentino!



Ela esbarra em meus sentidos e me deixa mais humano, todo tempo que a vejo é um tempo a mais no tempo, é um riso a mais no riso e um contentamento amigo e dócil, irmão do vício. Melhor que um tango argentino? Eu comparo a uma cachoeira de sorrisos, ela me dá um minuto que dura mais que um ano, é pouco tempo, é muito tempo mundano...

E nossas crises? Só ela sabe das suas, eu pouco sei de nada, enquanto ela espalha a Iris de um verde esmeralda. Então o q fazemos? Não sei, se soubesse seria mago ou pouco menos... Distantes como azulejos distantes do mesmo banheiro, ela casa-se com o acaso todos os dias, me ajuda a tanger a tristeza que quer raptar minha euforia, joga minha hipoteca de hipóteses no chão, opina em meus casos de amor, me dá a mão no olho do furacão, achando q é apenas vento de ventilador.

Ela me escuta e resmunga em outra língua, ela me abusa e emenda outra rima, pede licença depois de passar, e gosta de gente, cordas de gente pra arrastar, e tem mil vozes, tem mil unhas pra pintar? “Tenho vinte, mas demoram pra secar”. Pisca e arrisca, canta sozinha num musical de reprise, de repente, de relance pisca e arrisca ao alcance. Tem toda maluquice, toda sandice na cachola, trago ela, amiga longínqua, como escapulário no pescoço da memória.

Não me pede quase nada, só sinceridade atrevida, enrolo a dúvida numa dívida antes de encontrá-la na avenida. De um lado eu faiscando maluquices na pista, do outro ela sem freios nem rédeas na vida, noite adentro, vida afora, colidimos a milhas por hora, desmaio zonzo no asfalto de nossa capital enquanto ela recebe flores de um admirador nada secreto no hospital.

20 dezembro 2007

Doce como Mangas


Admiro a sanidade seletiva de suas mentes, naturalidade, a forma como sorriem mostrando os dentes, adoro ver e estar semi-junto, pronto para um pedido quase semi-pronto. Me aquece o coração e o tempo passa rápido, amo a freqüência sonora de suas vozes, livres, soltas no espaço... quando Quel eu encontro no ônibus, ela me chama como se não me visse há anos (Peuuu), quando Lu vejo na sala de aula, ela diminui ainda mais meu apelido (Peuzitooo) e me pega pelo braço como noivos. Lu sabe que eu sempre tenho doce na mochila, Quel sabe que eu sou palhaço o tempo todo, só pra testar seu humor como recompensa amistosa do bem que me causa por dentro. A Quel não se controla de rir e esconde o rosto em meu ombro, a Lu me pede pra ir aonde ela vai. Eu até perdoou uma mudança do meu gênero numa novidade empolgada contada por elas, até escuto atentamente suas complicações femininas somático-tpm-emocionais como se fosse as minhas próprias se de outro gênero eu fosse. Adoro suas maluquices, dúvidas ingênuas, gritos, tapas, os olhos pintados, colares, olhares... Cada uma é única em meu coração e só nele eu sei separar essas palavras cálidas, revelando quem é quem assim como quem tem a mais sincera devoção, fazendo questão de cobri-las com meu manto, um tanto gasto, de amizade verdadeira.
Adoro estar um tanto longe e receber como comprimento de bom dia uma careta terna e pueril.Eu até posso ouvi-las agora, vê-las andando juntas, o franzir de suas testas em dúvida ou surpresa, fazendo bico ou não... me diverte, me acalma, me enterte... melhor que ver televisão!

Ps. Essa foto é na faculdade e essas mangas são aquelas que caem do pé espontaneamente e as pessoas chutam ou melam o pé. Raquel e Luise são elas, adoro...